O franchising brasileiro faturou R$ 76,3 bilhões no segundo trimestre de 2026, um crescimento nominal de 9,3% sobre o mesmo período do ano passado, segundo a Pesquisa Trimestral de Desempenho da ABF (Associação Brasileira de Franchising). No acumulado do semestre, o setor soma R$ 149 bilhões, alta de 9,7%.
O resultado veio em um cenário de juros elevados, crédito restrito e atividade econômica mais lenta. Mesmo assim, o setor encerrou o trimestre com mais de 207,2 mil operações em funcionamento, 6.652 a mais do que um ano antes, e cerca de 1,803 milhão de empregos diretos.
Os segmentos que mais cresceram foram Limpeza e Conservação (+17,6%), puxado pelas lavanderias expressas; Saúde, Beleza e Bem-Estar (+15,2%); e Alimentação (+13,7%), impulsionado por sorveterias e restaurantes de serviço rápido. Acima da média aparecem ainda Entretenimento e Lazer (+12,1%) e Educação (+11,8%).
Para o presidente da ABF, Tom Moreira Leite, a resiliência do setor vem da presença nas necessidades recorrentes do consumidor, como alimentação, saúde e serviços de conveniência. A pesquisa ouviu redes que representam cerca de 41% do faturamento do setor e é auditada por empresa independente.
Fonte: ABF – Associação Brasileira de Franchising. Imagem ilustrativa gerada por IA.